sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

#18

Não poderia deixar de compartilhar essas imagens com vocês, do grande Camilo Christofaro em ação.

Especialíssima!

Fazendo história nos tempos da Mecânica Continental.

Vencendo o Grande Prêmio do IV Centenário, com Ferrari GTO.

Reparem na variedade de modelos ao lado da carreteira.

Foi deste Chevrolet que nasceu a carreteira

Pega nas Mil Milhas de 1966.

Passando informações ao grande Chico Landi. Um Maseratti difícil de domar.


A Carreteira #18, conduzida por Camilo Christofaro, tornou-se ícone da versatilidade e criatividade de nossos automobilistas.

Quando ainda jovem, o "Lobo do Canindé" fez curso de torno, plaina e fresa no Senai, pois entendia que seu futuro estava, de alguma forma, ligado aos carros. Quando foi preparar o Citröen do primo Euclides Pinheiro para uma corrida, sentiu-se a vontade para dar algumas voltas, para entender melhor o comportamento do carro.

Ali, percebeu que levava jeito para a coisa.

Com componentes recolhidos no ferro-velho, incluindo um velho Ford V8, montou um charuto da Mecânica Nacional. Logo em sua segunda participação, venceu e ainda bateu o recorde da pista. Depois, em tempos de Mecânica Continental, cortou um Alfa Romeo de passeio e o equipou com motor Corvette.

Posteriormente, comprou um Maseratti de F1 e, novamente, apostou na mecânica Corvette. Deu certo, pois ganhou inúmeras corridas com esse conjunto.

A primeira carreteira foi contruída para as Mil Milhas de 1957. Infelizmente, Djalma Pesolato, seu parceiro naquela corrida, bateu ao tentar desviar de um cavalo entre as curvas Um e Dois.

Grande amigo de Christofaro, Pesolato morreu na hora.

Em 1958, montou outra carreteira, mais potente que a primeira, utilizando um motor Corvette com mais de 500 cavalos. Lembrando que, com essa mesma carreteira, Christofaro atingiu os 237 Km/h, em uma prova de velocidade na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Na construção do carro, Camilo utilizou um Chevrolet 37 como base (foto acima), aproveitando sua suspensão dianteira. A traseira construiu em sua oficina.

Aposentou a carreteira em 1971 e foi correr com o Furia, projetado por Toni Bianco, equipado com motor Ferrari e, posteriormente, Dodge V-8.

13 comentários:

Ron Groo disse...

Este era fera...
Existe um livro que fala do automobilismo gaúcho que traz varias fotos das Carreteiras que o Chrstofaro pilotou...

Luís Augusto disse...

Ele andou de Maverick também, certo?

Felipão disse...

Andou sim, Luis. Inclusive, dividiu um com o filho e quase venceu... Ficou pelo caminho com um erro cometido por ele mesmo... Até chorou no dia...

Luís Augusto disse...

Valeu!

Teca disse...

Não sabia de nada do que contou, Felipão!

Adorei o texto e as fotos!
Que imagens...

Venho aqui e sempre encontro belas novidades e histórias pra lá de espetaculares!

Beijosdafãnúmeroinfinito!

Felipão disse...

Oi Teca...

Tava sumida... Vê se não desaparece...

Beijosparaafãnúmeroinfinito!

Ararê Ilustração disse...

Ô tempo bom cara, carros de corrida "fundo de quintal", e pé na tábua, sem medo de ser feliz.
Quanta segurança não?
Bela matéria Felipão, tem continuação?
Espero que sim.

Um abraço e parabéns.

Marcos Antônio Filho disse...

realmente história muito legal, essa era essência do automibilismo!Não sabia de enhuma dessas informações e estou sabendo graças ao blogsport!
valeu!

Felipão disse...

Valeu Ararê e Marcão...

Felipão disse...

Ahhh e vai ter continuação sim, Ararê...

Abração

sticker disse...

jiewu98
oluoba66
bacailuona
xinxilan01
moxige

Anônimo disse...

onde está o patinho feio!gostaria de poder encontrar com a máquina mais potente que tinhamos em sp.mandem notícias.dos grandes : chico landi,camilo,andreatta,damiani,jaime silva,ciro cayres,zoroastro,etc...emerson,moco,balder,wilson,tite,dal pont,saudades do meu tempo de moleque!

Anônimo disse...

onde está o patinho feio!gostaria de poder encontrar com a máquina mais potente que tinhamos em sp.mandem notícias.dos grandes : chico landi,camilo,andreatta,damiani,jaime silva,ciro cayres,zoroastro,etc...emerson,moco,balder,wilson,tite,dal pont,saudades do meu tempo de moleque!